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Em briga de errados…

abril 20, 2016

Se você chegou até esse texto, e não é capaz de fazer a menor distinção histórica a respeito de movimento revolucionário, carreira militar, certo ou errado e acha que história é apenas uma aula chata na escola – peço por favor que interrompa a leitura e aguarde a próxima postagem.

Também no caso de você achar que meu comparativo é justificativo – coisa que não é – das ações apenas de um lado, sinto avisar que você talvez tenha caído em uma armadilha à qual até o fim desse texto pretendo escapar.

Portanto, sigamos.

Dia 17 de abril de 2016 foi mais um dia a ser gravado nas páginas históricas desse país de pouco mais de 500 anos. Todos sabem os fatos, mas alguns não imaginavam o circo que foi uma simples votação de dez segundos. O que é muito bom – como vários já analisaram nas redes e nas colunas políticas dos jornais e revistas.

Sinto que cada vez mais se justifica uma imediata reforma política com o intuito de diminuir tanto o número de partidos como o de parlamentares. Mas este, também não é o intuito desse texto.

Apenas para contextualizar resumidamente, o foco está em dois discursos e em três ações: o discurso inescrupuloso de um parlamentar de tendência conservadora e o discurso e ações de outro parlamentar de tendência comunista.

Para mim, a armadilha está em um buraco negro enorme que muitas pessoas estão caindo – e pretendo entrar nesse contexto em futuro próximo: o “Coitadismo”.

Mas não tente fazer contas complexas ou análises profundas apenas com o termo. Nós talvez não chegaremos em um mesmo lugar.

A História do Brasil é repleta de interpretações – quanto mais distante das gerações vivas, maior a tendência ao erro. É como achar que D. Pedro estava mesmo com a espada erguida em cima de um cavalo branco bradando “Independência ou Morte”.

Contextualizemos:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jair_Bolsonaro

De um lado, temos um militar de carreira. Capitão da Reserva do Exército Brasileiro. De personalidade forte, é da geração que passou pelo período militar em idade adulta, parlamentar desde 1990 (considero âmbito federal). Como militar, conhece a disciplina e a força de comando. Frequentemente faz alusão a comandantes do Exército já falecidos ou aposentados. (minha opinião) Tem grande dificuldade em encarar contextos onde filosofia e psicologia abrangem um sem número de teorias e ações, como por exemplo o “politicamente correto”. Emite comentários muitas vezes ofensivos em direção a alvos específicos da política nacional. É a favor de privatizações.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Wyllys

De outro lado, temos um professor com mestrado em Jornalismo pela UFBA, tendo atuado como professor e participado em reality show de emissora de grande porte. É da geração pós período militar. Considera-se um socialista e frequentemente faz alusão a Ernesto Che Guevara e tem posicionamento radical em assuntos polêmicos como racismo, sexismo, feminismo. (minha opinião) Tem grande dificuldade em encarar contextos onde disciplina e ordem são necessários. Emite comentários muitas vezes ofensivos em direção a alvos específicos da política nacional. É a favor de mais Estado na economia.
Feita essa contextualização, prossigamos.

Estamos em pleno século XXI. Muitos assuntos dos quais hoje a nossa sociedade é capaz de tratar, até 30 ou 40 anos atrás eram impossíveis de entrarem na pauta e serem debatidos com absoluta inteligência. Muitos deles ainda o são. O que temos de debate para enfrentar – de acordo com mais essa “cisão” provocada por ambos parlamentares, talvez seja a qualidade das revoluções que enfrentaríamos caso qualquer um dos dois simplesmente fossem eleitos como a solução do país. Ou talvez seus heróis.

Por isso, antes de emitir qualquer atestado de ‘mais idoneidade’ ou ‘menos idoneidade’, veja que você está lidando com duas pessoas que de uma maneira ou de outra só ocupam aquele lugar com a intenção de REPRESENTAR os seus anseios e desejos. Não é o deputado que espelha os anseios dele na população, mas o contrário. Senão, é impossível citar a palavra DEMOCRACIA.

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Começar do zero

abril 1, 2016

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As ruas pós impeachment

Algo que não programei para esse espaço é a cronologia dos posts e dos fatos. Muitas vezes a história merece um capítulo do passado ou como esse, futurístico.

Tampouco estou garantido pelo sucesso do movimento para remover do poder esses que aí estão. Então, guardadas as devidas vênias proponho um exercício à continuidade da limpeza que a Operação Lava Jato está proporcionando.

Em razão do excelente trabalho feito pela sociedade brasileira, o projeto Dez Medidas Contra a Corrupção assinado por mais de 2 milhões de pessoas e entregue recentemente no Congresso Nacional para ser aclamado como projeto de lei, é necessário pensar outras necessidades que todos nós temos e uma vez representados, deveremos fazer passar como ordenações constitucionais. Desde já me perdoem caso alguma proposição abaixo apareça de maneira redundante.

É claro que estas medidas têm por base um sistema de governo capitalista e liberal, com o intuito de arrecadar impostos que garantam os serviços básicos estatizados e o investimento em políticas sociais sérias e com propósito único de desenvolvimento da população.

Novamente, os tópicos não seguem ordem cronológica:

– Fim da Contribuição Sindical obrigatória – Sindicatos que sobreviverem a uma reforma sindical só poderão recolher contribuições mediante associação do trabalhador.
– Ministérios serão compostos apenas por cargos técnicos. O alto escalão deverá ter nomeações apenas de funcionários de carreira, e o nepotismo será proibido.
– Proibição de ensino ideológico em universidades. O professor deverá passar por um controle rígido no momento de sua contratação e sob qualquer denúncia de apologia a qualquer tipo de ideologia o docente será afastado preventivamente até o final da investigação.
– Desfiliação de legenda por crime eleitoral. Elaborar um conjunto de medidas contra o estelionato eleitoral, contra o fisiologismo da máquina pública (quando do partido utilizar desta para promoção), entre outros crimes previstos pelo conjunto de normativas estipuladas pelo TSE.
– Maximização de motivos para improbidade administrativa. Considerando os diversos subterfúgios predispostos pelo conjunto de leis tributárias que regem esse caput, simplificar a lei para que sob nenhuma hipótese o administrador mór do governo (presidente) possa usar de medidas para escapar de punições.
– Fim do nepotismo político. Assim que uma pessoa entrar para o serviço público em um dos três poderes, nenhum parente de primeiro grau poderá exercer cargo público em nenhuma esfera. O mesmo deverá renunciar ao cargo ou pedir dispensa pelo período em que seu parente estiver em exercício.
– Fim do repasse de valores para movimentos sociais. A receita para esses movimentos deve vir de doações legais de pessoas jurídicas e não mais de qualquer representante do poder executivo – municipal, estadual ou federal.
– Definição de tempo para recebimento do Bolsa Família para 5 anos. Criação de política de desenvolvimento urbano ou rural para regiões de distribuição do programa bolsa família (cursos técnicos, faculdades, isenção de impostos para empresas que se estabeleçam nesses polos de desenvolvimento. Pagamento de 1 salário mínimo por família e isenção de pagamento de transporte para deslocamento a esses cursos). Permissibilidade de recebimento do bolsa família em conjunto com salário, garantido efetivamente pelos 5 anos. Bolsa família não é um direito, é um serviço público.
– Fim da proibição de jogos de azar e isenção de impostos para empresas que se estabeleçam em polos de desenvolvimento. A isenção será válida por 15 anos.
– Fim da divisão tributária pelo governo federal. Em período máximo de 20 anos, todo imposto gerado por determinada região (menos os valores utilizados para pagamento do funcionalismo público e previdência social) deverão permanecer nos Estados geradores.
– Reforma Sindical: os inúmeros Sindicatos existentes deverão ser incorporados ao mesmo número de Ministérios e sua atuação deve ser atrelada a estes e ao Ministério do Trabalho.
– Privatização de todos os serviços que não a administração fiscal, educação, saúde, segurança e forças armadas. O Brasil terá apenas como instituição financeira de atividade pública o Banco Central do Brasil, e as negociações econômicas devem partir do mesmo.
– Criação de um Serviço de Inteligência da Polícia Federal independente de todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário), com administração feita por aclamação via carreira. Este serviço terá receita oriunda de porcentagem fixa do Imposto de Renda Pessoa Física e deverá ter uma estrutura enxuta. O mesmo poderá utilizar de recursos e equipamentos oriundos de contrabando (mediante leilão ou uso próprio) devidamente regularizados e com total transparência divulgada em website oficial.
– Reforma na CLT. Fim da multa do FGTS e opção de recolha do mesmo via banco privado com conta sob controle do funcionário sem impossibilidade de saque. Férias e 13° continuam da maneira que estão. O INSS poderá ser uniformizado em 15% de recolhimento e o governo deverá garantir o teto na aposentadoria, sem diminuições.
– Fim do pagamento de aposentadorias vitalícias para dependentes de militares com mais de 21 anos.
– Reforma política ampla: fim de reeleição para cargos legislativos. A carreira no legislativo deve ser exercida com um mandato em cada casa (câmara de vereadores, assembleia legislativa, congresso federal e senado), não havendo aposentadoria após este período mas com as contribuições valendo para a mesma. O legislador poderá se aposentar após o último mandato apenas se comprovar a quantidade de anos contribuída para a segurança social.
Fim de qualquer tipo de bonificação ou direito sobre gratuidade de serviços como hospedagem, veículo, viagem nacional sob qualquer hipótese (trabalho ou férias). Em caso de viagem ao exterior em comitiva, a mesma deverá ser divulgada em porta de transparência e a necessidade da mesma será julgada pelas instituições cabíveis. A hospedagem nestes países deverá ser obrigatoriamente em embaixadas, quando da existência das mesmas no local.
Fim do sigilo bancário do legislador no exato momento em que tomar posse. Ficam abertos os sigilos de parentes de primeiro grau e cônjuges.
A Receita Federal através de seus auditores farão o Imposto de Renda de todos os ocupantes de cargos legislativos e os dados serão analisados em conjunto com o novo Serviço de Inteligência da Polícia Federal. Legisladores que sejam também empresários deverão apresentar duas declarações separadas.
O quociente de representantes públicos nas casas legislativas de todo país deverão ser reconsiderados e severamente diminuídos.
A Lei “Cristovam Buarque” deve vigorar em regime de urgência: qualquer postulante a cargo legislativo público deverá abrir mão de saúde e educação (filhos) privada e utilizar apenas os serviços públicos.
– Fica expressamente proibida (sob o risco de impedimento) a participação de presidente em exercício do mandato em propaganda política de qualquer natureza para ajudar a eleger candidato de seu partido ou sua coligação a qualquer cargo executivo ou legislativo.
– A indicação de juízes do STF deverá respeitar eleição de 2 opções vindas da carreira do sistema judiciário e a votação deve ser feita através dos três poderes (cada um contando com um voto). Cada presidente da república deverá indicar apenas um juiz por mandato. Caso seja necessária a eleição de uma segunda ou terceira vagas, o local deve ficar sem preenchimento até que se mude o mandato presidencial.
– Fica abolido o Foro privilegiado de qualquer cargo público no país.
– Será considerado crime de responsabilidade de qualquer prefeito, governador ou presidente que gastar mais do que arrecada ou mesmo que deixe em caixa mais do que 10% da receita recolhida por impostos em sua esfera. Poupança deve ser feita pelo contribuinte através de menos impostos, não de alíquotas excessivas.

Fica aqui a minha contribuição para que possamos ter a certeza de nunca mais termos que passar pelo desgoverno e pela bagunça que estamos passando.

Quanto a uma outra idéia chamada parlamentarismo, deixemos pra mais adiante.

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Ideologia? Não quero uma pra viver! (I)

março 24, 2016

Costumo dizer que o Brasil encontra-se em uma época semelhante ao absolutismo europeu dos séculos XV e XVI (e até depois), como uma forma de justificar tanto a despreocupação da classe dominante política com seu povo, como a vassalaria desse mesmo povo que aceita o tolhimento de seus direitos assegurados por uma Carta Magna válida e vigente.

Talvez venha daí mesmo o início de um termo que já mais que provado, não deu certo. E para um povo sem a devida educação e fibra moral definidas pior ainda, pois cai em um terreno perigoso – assim como foi feito desde então em sociedades em pleno desenvolvimento filosófico, político e social.

Gosto de tratar a história como aprendizado e compreensão do que a humanidade deve ou não deve repetir no presente e no futuro. E embora razão e igualidade devam ser tratadas como certas, há ainda um bom pedaço da população mundial que as tratam como verdades imperativas e súbitas.

Destaquemos a ideologia por um momento. Melhor! Façamos um destrinchamento da pirâmide de Maslow, mas façamos isso internamente cada um de nós. Pra você que não conhece a teoria, imagine uma pirâmide da base ao topo, começando pela base:

> Necessidades fisiológicas básicas. Ok. Realmente é o mais básico do funcionamento do corpo humano e de como ele sobrevive ao planeta onde vive. Inclui alimentação, repouso, sexo. Não há o que mexer. Apenas foque na palavra SAÚDE.

> Necessidades de segurança. Aqui serve qualquer tipo de segurança. A que você usa para se abrigar da chuva, a que você usa para se alimentar, a que você usa para decidir quantos (e se) filhos terá, a que te faz proteger contra lutas e guerras, a que você usa para garantir o que há na base da pirâmide (tópico de cima). O foco claro, está na palavra SEGURANÇA.

> Necessidades Sociais. A vida em comunidade. Aqui é onde você interage com outras pessoas, o grupo social, família, amigos. Aqui começam a nascer as ideologias vigentes. O destaque vai para a palavra SOCIEDADE.

> Necessidade de auto-estima. Note que a pirâmide começa a funcionar. Aqui é onde o resultado de todas as camadas de baixo reflete no teu ser. A próxima camada só existe se essa camada existir. Daí começam a vir as postulações psicológicas, daqui se separam as IDEOLOGIAS.

> Necessidade de auto-realização. É o topo da pirâmide. Aqui cabem desafios mais complexos, mais ligados à evolução humana. Os grandes estudos, grandes desenvolvimentos, um grande envolvimento com todos os campos de estudo da humanidade – exatas, humanas e biológicas. Quando todas as camadas fluem na harmonia de cada um de nós, o resultado é a consolidação ideológica do ser humano. Quando essa fluência é carregada de um senso de correção e caráter, podemos chamá-la de FIBRA MORAL.
Percebeu um grande asterisco entre a terceira e a quinta camadas? Entre a palavra SOCIEDADE e a FIBRA MORAL?

Ali as IDEOLOGIAS vigentes se separam. Para um lado, a necessidade de segurança de uma parte da sociedade, do outro a necessidade social da outra parte da sociedade.

É nesse momento que o ser humano tem se perdido.

(continua…)

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Ideologia? Não quero uma pra viver! (II)

março 24, 2016

[Dividi esse post em dois devido ao tamanho, sugiro ler a parte anterior caso você chegue aqui primeiro]

É notável que uma ideologia tem um aspecto dominante sobre a fibra moral de cada um. Em sociedades do século XV, antes e a partir de. Algumas seguem, outras têm sua derrocada e ficam pelos cantos da história do mundo. Vez ou outra, elas reaparecem e causam qualquer barulho – outras vezes não causam nenhum barulho e se esvaem de vez.

Na sociedade brasileira atual, cada vez mais mergulhamos em um caos social criado por uma ideologia como em uma batalha infindável contra outra ideologia (se é que podemos chamar assim). Estou falando sobre socialismo e capitalismo e agora, dando nome aos bois você compreenderá o que eu quis dizer.

Escrutinando total e profundamente a ideologia socialista e seus autores (assim como fizemos com Maslow), “no frigir dos ovos” ela prega um mundo igualitário em oportunidades para todos. Liberté, Egalité, Fraternité como diz a Carta Magna francesa. Chega a ser chata de tão linda e perfeita. Mas no âmago prático não funciona.

Não funciona primeiro porque a igualdade na sociedade mundial, para funcionar demanda a distribuição total da renda de todos no planeta igualmente entre si. Não funciona porque ela releva toda força de trabalho, toda especialização, clima, posicionamento dos recursos naturais e seu valor, reservas destes recursos em cada país, fronteirização mundial, religião e uma série de outras coisas pelas quais o mundo não está preparado ainda. Exemplo rápido e prático: peça a um comunista para estabelecer o socialismo no Afeganistão ou na Arábia Saudita. Não vai funcionar.

Poderia ir muito mais além para infelicidade de muitos que seguem essa ideologia – e até os que são totalmente contrários, afinal quem não quer viver num mundo mais justo. Melhor perguntando: num PLANETA mais justo.

Não vou muito mais longe. Mas vou olhar pra trás na história do mundo e através dela resgatar uma palavra: Evolução.

Perceba que a distruição de algo chamado renda, só pode ocorrer quando há renda. E em um mundo de sete BILHÕES de pessoas, há que ter muita renda.

Veja também, que os pilares da ideologia socialista/comunista que pregam essa igualdade, concentram poder e dinheiro em suas mãos, mas nunca sequer acenam para a distribuição dele.

Já os grandes bilionários do mundo, despejam dinheiro em causas sociais, educacionais e científicas em busca de um mundo cada vez mais civilizado e evoluído.

Vou parar por aqui porque a conclusão fica muito óbvia neste momento onde carregam-se bandeiras e luta-se por um ideal longínqüo (infelizmente) e distante do que qualquer profeta a mais de dois mil anos atrás ousou tentar ensinar.

Vamos deixar pra trás qualquer ideologia e trabalhar rumo à evolução de nossa sociedade, sem precisar guerrear com ninguém por algo que está fadado ao fracasso.

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A compaixão do mito caído

março 18, 2016

Em um país de democracia recente – talvez não tão recente assim – já houve espaço para repetir mais uma vez o passado. Me parece que a história do Brasil ou a história do mundo não servem de objeto de aprendizado para a civilização brasileira do século 21.

Quando falo em aprender com a história, quero ir por dois fatos: o populismo nacional desastrado da metade do século passado no Brasil e o falho sistema comunista implementado (e já esquecido) pelo leste europeu pós 1a Guerra Mundial.

Mas não vou tratar disso aqui, foi só um posicionamento sobre o que vem daqui pra baixo.

Considerando uma democracia não tão recente, deveríamos como povo deste país ter um olhar mais próximo de unidade do que de divisão. Não vou cair na armadilha de colocar o termo “classes”, pois ele tem apenas o objetivo de incrementar essa divisão.

Estamos desde 2002 dentro de outra armadilha. E por ela que estamos nos degladiando já a um bom tempo.

O regime democrático – pelo qual tanta gente lutou, e tanta gente fingiu que lutou – que conseguimos depois de 1985, deveria ser focado em apenas uma única coisa: a população brasileira. Veja: os problemas que tínhamos eram: miséria, inflação exagerada, nenhuma força econômica mundial, cultura mal explorada, saúde enferrujada e corrupção.

Por mais de trinta anos, deveríamos ter cuidado desses aspectos. Cuidamos de alguns totalmente, cuidamos de outros pela metade e deixamos de cuidar do problema principal.

Por mais de trinta anos, como uma força centrífuga fomos nos afastando do processo democrático e trocamos isso (agora sim) pela falácia da luta de classes.

Não fomos capazes de compreender um sistema democrático com alternância de poder, e para garantir que não houvesse aparelhamos o Estado, compramos votos, vendamos a justiça, subornamos os adversários e cegamos as universidades federais.

[Em tempo, note que o plural é um posicionamento de responsabilidade coletiva]

Chegamos a um tempo onde muita coisa que estava ‘nas sombras’ veio à tona. O desmoronamento de um mito criado nos últimos 45 anos por um conjunto de instituições (que hoje comprovam a base dos manifestos de defesa deste mito) causou além de espanto, uma reveladora conjunção de reações que colocam o regime democrático em perigo.

Quiçá por algum motivo, tal mito ‘caia na real’ e perceba que a destruição do regime democrático deverá ser tão mortal a ele e seus seguidores quanto aos milhares que hoje são oposição nas ruas.

Seria muito bom que o ex-presidente (em exercício) usasse um pouco da inteligência presente nas universidades federais e um pouco da compaixão existente nas dioceses católicas que lhe forjaram, evitando a maléfica ‘luta de classes’.

Afinal, a crise que estamos passando só se agravará mais e mais apenas para garantir mais 20 meses de governo. Porque a continuidade me parece tão improvável quanto a sobrevivência do comunismo no mundo.

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Dois Pedidos – Não ao confronto!

março 7, 2016

Restam alguns dias para o que se propôe ser o maior movimento democrático de todos os tempos no Brasil. Neste dia 13 de Março de 2016, está previsto um comparecimento recorde nas ruas de todo o país, seja em capitais, seja em cidades de médio porte pelo interior e litoral.

Há que se usar de uma doce ironia com o slogan dos primeiros 4 anos de governo da (por hora) Presidente Dilma Roussef – aquele que prometia governar o Brasil para todos.

O texto de hoje vai em homenagem justamente à essas pessoas, e é composto de dois pedidos especiais – quase milagres – que dificilmente serão atendidos pelos respectivos destinatários.

O primeiro, para a democraticamente eleita chefe do executivo. Democraticamente eleita pelo número de pessoas que por algum ou por todos os motivos deu-lhe o voto. Se este país fosse sério como a propaganda de seu partido nos mostra, a mesma seria deposta do cargo por estelionato eleitoral.

O pedido em si, requer uma capacidade que em seis anos a mandatária mór não demonstrou nem por um minuto: bom senso e sensibilidade. A renúncia viria como um sopro de idoneidade que desde os anos 70 a Presidente busca em sua carreira, mesmo sendo desde sempre uma fantoche de uma meia dúzia de inescrupulosos que sempre lhe deram ordens e sem pensar ela ia obedecendo. E desde Mario Kosel Filho, vêm acumulando vítimas atrás de vítimas. A diferença é que antigamente morriam por bombas, hoje morrem por fome.

Considerando a incapacidade, pulemos para outro personagem. Não vou cair no senso comum (e verdadeiro) que sempre permeou sua ‘carreira’ para justificar o justificável. Seria – sempre foi e sempre será – justificável que um metalúrgico, um pedreiro, um camponês tenha o direito de alcançar a presidência da república se assim a Constituição Federal permitir. Mas a perpetuação no poder deve ser respeitada apenas pela meritocracia, pela honra e pela verdade.

O Brasil não pode ser o ‘famoso’ Brasil do jeitinho que todos nós vivenciamos dia a dia e nada fazemos. O Brasil tem que ser um país em desenvolvimento e progresso, pensado da melhor maneira em que funcione. E o menor dos fatores deve ser quem está no poder.

Vejo nestes dois personagens algo muito perigoso e há muito tempo: a incapacidade de admitir a derrota. Falta a humildade de perceber os erros e retirar o time de campo. De perceber que a democracia é quem deve tirar e ela é quem deve recolocar – se for de direito – aquele personagem de volta ao cargo.

Minha posição é conhecida por todos aqui. Eu continuo querendo a cabeça do Rei. Mas eu nutriria um mínimo de respeito por esse “Rei” se ao menos ele não comandasse uma derrocada do país à guerra civil, que infelizmente deve acontecer e fragmentar totalmente a nossa sociedade.

É de uma infelicidade muito grande que após toda essa conquista do povo brasileiro finalmente acordar para pedir seus direitos, de cobrar, de denunciar, de querer presos, tenhamos que pegar em armas para defender a soberania nacional.

Fica o pedido em aberto ao presidente de honra da legenda que hoje manda no Brasil. Saiba senhor, que está em suas mãos decidir pelo sangue de muitas pessoas ou uma retirada estratégica e democrática. E se não lhe der mais, passe o bastão para outra pessoa. De preferência com alguma idoneidade.

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Às armas? Mas já?

outubro 29, 2015

Pouco me impressiona sair uma ‘ordem’ de dentro da câmara dos deputados (em minúsculas mesmo) – aquela que a gente paga através dos nossos impostos para desempenhar uma função que há muito tempo não o faz – como a que traz à nossa realidade o início de uma guerrilha indesejada.

Digo que pouco me impressiona, pois já vi esse filme na história do mundo algumas vezes. Denota de uma força que só nós como população podemos dar. Mas é consequência de uma execução diária do mais básico princípio humano que nos difere (cada vez mais, em menor número) dos animais: a capacidade de pensar. Caso não tenha me entendido, eu quis dizer que o poder que temos em nossas mãos, é dado sem o menor interesse para pessoas que não têm o menor interesse na gente. E esse poder é usado para cada vez mais enfraquecer o estímulo pensante (escola) de um povo onde a ignorância cresce à níveis estratosféricos.

Isso explicado, tome por base esse vídeo: https://youtu.be/tvatNV88nFM

Agora se fores capaz, responda as perguntas que farei:

1 – Qual a prerrogativa de funcionamento do Congresso Nacional?
2 – Qual o direito de um cidadão brasileiro com relação ao Congresso?
3 – Qual o dever de um cidadão brasileiro naquela casa?
4 – Qual o verdadeiro sentido da palavra Democracia? Ela faz parte da Carta Magna deste país?
5 – Qual o direito (adquirido ou subtraído?) tem um congressista (eleito pelo povo, no governo do povo, pelo povo e para o povo) de mandar qualquer um atacar quem quer que seja e que esteja na plenitude de seus direitos?
6 – Qual força de segurança seria responsável por qualquer desordem naquela casa?

Perguntas respondidas, fica a consolidação do descaso com que você eleitor brasileiro tratou a escolha de seus representantes. Você eleitor brasileiro (e cidadão, porque não?), que não fica indignado com tamanha crueldade, que não fica revoltado com uma chamada às armas por um insignificante homenzinho de gravata, você que trata uma notícia dessas como apenas “mais uma do dia” é o responsável.

Porque você também está pronto para executar um papel que mal sabe, mas já vem executando há muito tempo. Você que ignora tudo isso, que reclama só pra defender a sua imparcialidade suíça, que vai buscar na mais pré-histórica das ações humanas a desculpa perfeita para tudo que acontece nesse país, sim! Você é culpado.

O Brasil é o país do futuro, você dirá! Então o Brasil é um lugar sombrio.

Será que dá tempo de evitar? Basta você reagir.

Já eu, como cidadão dententor de CPF, RG e Passaporte, exijo uma punição severa e exemplar para este deputado que teve 18395 votos na eleição passada. São 18394 pessoas que como você, só estão preocupadas consigo mesmas.